PULMÃO ARTIFICIAL


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EXPERIÊNCIA PIONEIRA EM ESPANHA
O Clínic provará por primeira vez um pulmão artificial a domicilio

10 de Maio de 2005

http://www.elmundo.es/elmundosalud
 
EFE

El doctor Macchiarini muestra el dispositivo (Foto: Hospital Clínic)

O hospital Clínico de Barcelona  apresentou um novo sistema de diálise respiratória para pacientes com insuficiência respiratória aguda que estão á espera de um transplante de pulmão, que não obriga a ter ao doente em sedação total e que os seus criadores denominaram pulmão bioartificial.

Um doente operado no passado mês de Março neste hospital foi o primeiro paciente espanhol ao que se lhe introduziu este aparelho, coincidindo com a incorporação do doutor Paolo Macchiarini como novo chefe do serviço de cirurgia torácica do Instituto Clínico do Tórax, que participou no seu desenvolvimento na Alemanha, onde já tinha sido provado por 200 pacientes.

O aparelho consta de um corpo com uma membrana de um material plástico recoberto de uma matéria biológica, uma proteína, que se conecta através de duas cânulas á artéria femoral do paciente e que filtra o sangue que lhe chega e capta o CO2, ao tempo que se oxigena levemente o sangue por outro conduto, num processo similar au uma diálise renal.

A sua colocação é similar á de um cateterismo, e a única condição para o poder colocar, é que o coração do paciente esteja bem e que o ventrículo esquerdo esteja são, já que o próprio impulso deste órgão é o que empurra o sangue e faz que atravesse a membrana, que tem uma superfície de filtrado equivalente a 1,3 metros quadrados.

Segundo o doutor Macchiarini, com este aparelho o doente com insuficiência respiratória grave não deve estar totalmente sedado, como ocorre com os aparelhos convencionais de respiração artificial e ventilação mecânica, o que permite ao pulmão estar em repouso absoluto.

Pelo momento foram realizadas umas 400 intervenções em Europa deste tipo, mas agora o hospital tratará de adaptar o aparelho para que os pacientes possam levar-lo nos seus próprios domicílios e moverem-se com certa liberdade até que sejam transplantados.

Uso domiciliário

Dentro do novo programa de investigação do serviço de cirugia torácica se quer comprovar em ensaios com porcinos para saber se é possível o seu uso em pacientes com DPOC, e evitar que devam permanecer hospitalizados num hospital, e se é possível introduzir-lo na artéria axilar para facilitar o movimento do doente.

O aparelho, que é autônomo, pode estar introduzido até dois meses de tempo, pelo que depois se pode mudar por outro se neste tempo não se encontrou um órgão compatível.

Seus criadores asseguram que tem poucos efeitos adversos, e que só 3% dos tratados padeceram embolias ou infecções.

Nas insuficiências respiratórias graves como a que produz a DPOC o sangue não se oxigena e não sai o resíduo, que é o anidrido carbónico, que se acumula no sangue.

O hospital Clínico quer convertir-se em centro de referência deste aparelho, que tem no seu preço um dos maiores inconvenientes, já que tem um custo de uns 250 euros por paciente.

Argumentam os seus criadores que as diálises também são caras e que com o pulmão bioartificial pode-se evitar que muitos pacientes em espera de um pulmão morram por falta de um órgão adequado, coisa que sucede, segundo este facultativo, em 20% dos doentes. 


Última revisión en 02/06/2011


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Traduzido por: Amadeu José Ferreira Monteiro

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