Provam fármaco derivado da vitamina A nos Alfas

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Um fármaco pode fazer que se regenerem os pulmões danificados 

Por KATE MAXWELL, Daily Mail, 25-Abril-2006 

Científicos descobriram uma medicina que faz regenerar aos pulmões danificados, o qual produz um aumento das esperanças de encontrar uma cura para a debilitante doença do enfisêma pulmonar.

Isto abre um novo campo da biologíia que poderia ser aplicado a outros órgãos que não se regeneram de forma natural.             

Os ensaios clínicos com este fármaco começam esta semana.  Se os resultados são positivos, o fármaco poderia estar disponível para os pacientes em questão de dois a três anos. 

No enfisêma, os alvéolos pulmonares (pequenos sacos de ar onde ocorre o intercambio de oxigênio e bióxido de carbono) estão danificados pelo qual dificulta a entrada e saída do ar. Isto provoca falta de ar nos afectados. A nova droga tem como branco aos receptores que induzem ao crescimento dos alvéolos, propiciando que estes se regenerem.

 Novo território

“Estamos num território completamente novidoso com este fármaco.  É a primeira vez que realmente o dano reverte nos pulmões e é o mais cerca que jamais alguém esteve de encontrar uma cura,” disse o professor Robert Stockley, quem está ao mando desta investigação no “University Hospital Birmingham”.

“Se os ensaios são satisfatórios, esperamos provar o fármaco noutras doenças pulmonares crónicas. Existe a possibilidade de que esta técnica possa ser aplicada a outros órgãos como o cérebro.”         

Até agora os tratamentos estiveram muito limitados. “Não pudemos  ser capazes de reparar os pulmões antes. Porém, outros órgãos como o fígado podem regenerar-se de forma natural, mas os pulmões não,” diz o professor Stockley.

“O melhor que pudemos fazer até agora é diminuir o avance da doença.  Se esta é causada por fumar, recomendamos aos que a padecem que deixem este hábito de forma drástica, e que a controle com inaladores para a asma ou corticóides. A única outra opção é o transplante de pulmão, mas pela escassez de doadores de órgãos esta opção quase nunca pode ser realizada”. 

Conforme avança o enfisêma e a função respiratória se deteriora, os pacientes  podem ter que manter-se na cama e eventualmente morrer por causa de uma infecção respiratória. 

A doença é ocasionada maiormente pelo tabagismo e a polução, a qual danifica a estrutura elástica de suporte dentro dos pulmões. Porém na Inglaterra, umas 25,000 pessoas sofrem de um transtorno herditário chamado Deficiência de Alfa-1 Antitripsina que predispõe ao desenvolvimento de enfisema. 

Vitamina A 

O novo fármaco surgiu nos anos 90 quando uns científicos americanos descobriram que a vitamina A poderia frear o enfisêma nos animais. 

Então as companhias farmacêuticas deram-se á tarefa de encontrar a molécula da vitamina A que interactuava com os pulmões para logo a desenvolver como um fármaco que se pudesse usar nos humanos. Durante mais ensaios com o novo fármaco nos animais, os científicos descobriram que os seus alvéolos pulmonares regeneravam-se até que os seus pulmões estavam de novo quase normais depois de um mês transcorrido.

Os estudos clínicos nos humanos para determinar a segurança do fármaco foram satisfatórios. Num segundo estudo que começará  na semana que vem, a metade de um grupo de pacientes com Deficiência de Alfa-1 Antitripsina de Inglaterra e Holanda vão receber 5mg do fármaco e a outra metade  um placebo. Tomarão a medicina diáriamente durante um ano enquanto isso serão avaliados.

Científicos do “University Hospital Birmingham” também estiveram desenvolvendo um sistema inovador de TC (tomografia computarizada) para valorar o progresso da doença, o qual vão utilizar no estudo.

No passado a evolução do enfisêma foi medido com provas de função pulmonar, que consistem en assoprar num tubo que mede a rapidez e a distância á qual o ar é exalado dos pulmões, mas isto é só uma medida rudimentar.

Os resultados das provas se dar-se-ão a conhecer dentro de dezoito meses. Se os resultados são exitosos, poderiam levar-se a cabo estudos em pessoas que padecem doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) por outras causas.

Pode obter mais informação através da Fundação Britânica do Pulmão. Telefone (+) 08458 505020 ou visite na Internet: www.lunguk.org

 


Última revisión en 06/13/2008


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Traduzido por: Amadeu José Ferreira Monteiro

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