EXERCÍCIOS DE FORTALECIMENTO


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  INFORMACIÓN ALFA-1 / REABILITAÇÃO FÍSICA  

 

EXERCÍCIOS DE FORTALECIMENTO PARA A SAÚDE E A REABILITAÇÃO NUMA SITUAÇÃO DE ALFA-1

William F. Brechue, Ph. D. 

Quando falo de exercício para a saúde e a reabilitação refiro-me a uma mudança na noção de “exercício”. Todos estamos familiarizados com o emprego dos exercícios de treinamento mara melhorar o desempenho atlético. Por certo, mencionar “exercício” sugere uma visão do treinamento atlético. No entanto, a princípio dos anos 60, ouvimos falar da necessidade do exercício para melhorar o estado de saúde (acondicionamento físico). O presidente Kennedy preocupou-se pelo declive do acondicionamento físico das crianças norte-americanas e instituiu o Conselho Presendicial para o Acondicionamento Físico. Nos anos 70 e 80, o baile aeróbico popularizou-se como exercício para adquirir acondicionamento físico. Hoje em dia o novo paradigma para os exercícios de treinamento é lograr o acondicionamento físico. Em tanto que distinguir a diferença entre exercitar-se para competir e exercitar-se para lograr um acondicionamento físico é relativamente fácil, as diferenças entre o acondicionamento físico e a saúde são mais sutis, mas discerniveis. 

O envelhecimento, a doença e as disfunções 

Gostaría iniciar esta discussão falando das mudanças psicológicas associadas ao envelhecimento e tudo o relacionado com a sua estructura e função. Quando envelhecemos, nossos corpos esperimentam uma série de mudanças que supoêm como última consequência uma redução da capacidade para trabalhar. Isto vai associado a uma redução do consumo máximo de oxigênio (uma medida de quanto bem nosso coração, pulmões e músculos funcionam ao realizar um esforço) e da força múscular. Ademais, produz-se uma diminuição  da massa libre de gordura e um incremento do tecido gorduroso. O descenso de massa libre de gordura é determinado pelo descenso da densidade óssea e da massa múscular. As mudanças nos níveis de consumo máximo de oxigênio, força e composição corporal são definidos como decrementos do acondicionamento físico com a idade. Ademais, aparentemente o envelhecimento causa que o nível do metabolismo basal disminuia. O nível de metabolismo basal pode definir-se como o monte de energía que nossos corpos necessitam para manter-se com vida. As mudanças ocorridas nos vasos sanguíneos com a idade supoêm um incremento da pressão sanguínea. O incremento de tecido adiposo descrito anteriormente está associado com o aumento do colesterol no sangue: incremento do colesterol de baixa densidade (“colosterol mau”) e descenso do colesterol de alta densidade (“colesterol bom”). O envelhecimento induz uma merma na capacidade para metabolizar a glicose (açúcar) a causa da mudança na forma de trabalhar da insulina, de maneira que devenimos pseudo-diabéticos. Estas mudanças ilustram nosso declive do estado de saúde com a idade. 

Levaram-se a cabo muitas investigações sobre a mudanças que produz o envelhecimento e sobre o impacto destas mudanças na actividade física. Sabe-se que muitas das mudanças relacionadas com o envelhecimento podem minimizar-se mediante o exercício e a actividade. Noutras palavras, grande parte do declive que ocorre com o envelhecimento está relacionado com a actividade física. Esta ideia foi resumida e ampliada em 1992 quando a Associação Americana  do Coração aceitou a inactividade física como um dos maiores factores de risco para a doença do coração. Vários estudos longitudinais demonstraram que houve um descenso na mortalidade e na doença em indivíduos que permanecíam físicamente activos ao largo da sua vida. Pelo seguinte, existe uma relação entre o envelhecimento, o acondicionamento físico e a saúde, e a actividade física. Conforme envelhecemos ocorre uma diminuição na saúde e no acondicionamento físico que provoca uma redução na função física. O descenso da função física conduz á inactividade. A inactividade física ocasiona perda de função física e vice-versa. O indivíduo chega rápidamente ao que poderiamos chamar um ciclo de perda de acondicionamento físico. Este ciclo continúa com a redução significativa da função física e da qualidade de vida. Assim, os aspectos fisiológicos do ciclo de perda de acondicionamento podem aminorarem-se, estacionarem-se ou revertirem-se mediante a actividade física e o exercício. 

Este modelo de perda de acondicionamento pode aplicar-se aos casos de transtorno, doença ou lesão. Os transtornos, as doenças ou as lesões podem conduzir á dor, á incomodidade e/ou á redução na capacidade de movimento que conduzem á inactividade física. Se o tempo é muito longo ou a debilidade é muito extensa ( por exemplo, no caso de doenças pulmonares, falhos cardíacos, etc.) o declive da saúde do indivíduo pode ver-se incrementado pelo ciclo de perda de acondicionamento. Finalmente, a qualidade de vida se reduz. Por exemplo, a Deficiência de Alfa-1 Antripsina (Alfa-1) produz um descenso da função pulmonar e da actividade física. A perda de acondicionamento físico e de saúde ocasionados pela inactividade secundária a uma doença converte-se num problema maior. Em muitos casos, os efeitos da perda de acondicionamento convertem-se no maior problema. 

As consequências da perda de acondicionamento secundárias  a uma doença podem ser, e quase sempre o são, similares ao envelhecimento e á inactividade: redução no consumo máximo de oxigênio, na composição física  e na força muscular; redução na integridade esquelético-muscular (descenso da densidade óssea, da massa muscular e incremento do tecido adiposo); redução da tolerância á glicose; etc. 

A importância da integridade esquelético-muscular 

Qualquer coisa que diminuia a integridade esquelético-muscular reduzirá a função física. Os ossos provêm a nossa armação, nossa estructura, e são as nossas palancas mecânicas que permitem o movimento. O aparelho muscular é um motor conectado com os ossos. Funciona convertindo a energía química em energía mecânica, da qual genera a força e as mudanças em extensão para o movimento das nossas palancas ósseas. A investigação amostra-nos que a integridade esquelético-muscular tem um grande impacto na função física. Um descenso na densidade óssea, por exemplo; a debilidade óssea, supõe um risco de fractura (com ou sem impacto), deformações do esqueleto, risco e temor ás caídas. Os descensos de massa muscular e de força são significativos, já que a força muscular define a nossa capacidade de movimento. Por exemplo; a força nas pernas está directamenre relacionada com a velocidade de deslocamento, a capacidade para subir escadas e o estar de pé. Ademais, a reducção na força das pernas associa-se com o risco e o medo a caír-se.  

A inactividade conduz á reducção do consumo máximo de oxigênio e da força muscular. Apesar de que uma parte da mudança na quantidade máxima do oxigênio que obtemos é devido a mudanças na função cardiovascular, uma grande parte da reducção pode explicar-se pelo descenso da massa muscular. Da mesma maneira, a maior parte, senão todas, das alterações na força podem explicar-se pela diminuição da massa muscular causada pela inactividade física. A capacidade para obter oxigênio determina a nossa capacidade para levar a cabo trabalhos repectitivos ou de longa duração, enquanto a força determina a nossa capacidade de movimento. Pelo tanto, manter ou melhorar a nossa massa muscular é importante. Também existe uma relação entre a massa muscular, força e densidade óssea. A força muscular está directamente relacionada com o monte de massa muscular. Quanta mais massa muscular maior fortaleza física. Ademais, demonstrou-se que a densidade óssea guarda relação com a força muscular. Demonstrou-se que as pessoas com osteoperóse vêm a sua força e a massa muscular significativamente reduzidas em relação aos indivíduos sãos da sua mesma idade. 

Um factor adicional que afecta a integridade esquelético-muscular e a saúde não tem relação com a inactividade, senão com efeitos secundários dos fármacos. A, Alfa-1 e outras muitas doenças supoêm o uso de corticosteróides, os quais debilitam o sistema imunológico. Os corticosteróides também são utilizados para evitar a rejeição posterior a um transplante. Os efeitos secundários dos corticosteróides incluíem perda de densidade óssea e de massa muscular. O seu uso pode aumentar a perda óssea e muscular associada á inactividade e vice-versa. Nossas investigações demonstram que existe um 20 por cento de redução de densidade óssea entre o pré-transplante e 8 semanas depois do transplante, presumivelmente devido á combinação dos fármacos anti-rejeição e a inactividade. 

Raciocínio sobre o exercício de fortalecimento 

A inactividade, a perda de acondicionamento e/ou o tratamento com corticosteróides aparentam ocasionar seu maior impacto sobre a função física e a qualidade de vida mediante a merma do sistema esquelético-muscular (ossos e músculos). Pelo conseguinte, reduzir a perda da integridade esquelético-muscular é uma parte importante de qualquer programa de exercícios. Para conseguir os resultados desejados, o uso de exercícios de treinamento para a reabilitação requer a aplicação apropriada desde os princípios dos exercícios. Para lograr o mantimento ou a restauração do sistema esquelético-muscular é necessário lograr um aumento na densidade óssea e na massa muscular através de todo o corpo. Para lograr isto deve-se utilizar o levantamento de pesas ou o treinamento de fortalecimento. Para alcançar estas metas, o nosso programa de fortalecimento incluíe 13 exercícios diferentes que trabalham a maioria dos grupos de músculos do nosso corpo. Estes exercícios realizam-se 3 dias por semana com um mínimo de 48 horas de descanso. Cada exercício realiza-se uma só vez usando uma pesa que possa ser levantada completemente 10 ou 12 vezes. Quando se logram completar 12 repetições, vai-se aumentando 250 gramas na próxima execução do exercício. Cada sessão de exercícios é precedida e seguida por 15 minutos de um programa de esticamentos que se usam como aquecimento e arrefecimento. Os esticamentos são uma parte muito importanre do programa. Cada paciente recebe em nosso programa uma explicação completa dos exercícios. Ademais, existem grande número de máquinas de exercícios de fortalecimento, incluídas as de peso livre, que o programa pode adequar ás necessidades de acesso de cada paciente. 

Adaptações dos exercícios de fortalecimento 

Os programas de exercícios de fortalecimento demonstraram que se pode aumentar a massa muscular, a força e o consumo máximo de oxigênio nos jóvens, nas pessoas de idade avançada e em vários tipos de doentes, incluídos os transplantados. Nas pessoas idosas estas mudanças geram um aumento na velocidade de deslocamento e na capacidade para subir escadas. Em muitos casos produziram-se reduções signifícativas na dor de costas quando se exercitaram os músculos da parte inferior das costas. A densidade óssea é maior em indivíduos mais fortes e demonstrou-se que aumenta com a prática de exercícios de fortalecimento. Os pacientes com osteoporóse têm menos força que os indivíduos sãos da mesma idade, mas os exercícios de fortalecimento podem aumentar tanto a força como a densidade óssea. Podemos demonstrar que a densidade óssea pode incrementar-se nos pacientes transplantados quando lhes prescrevem exercícios de fortalecimento. Enquanto que o treinamento de resistência (aeróbico) incrementa a densidade óssea das pernas, a combinação de aeróbicos e exercícios de fortalecimento geralmente ocasiona um aumento generalizado na densidade óssea do corpo devido ao efeito generalizado que produzem os exercícios de fortalecimento em todo o corpo. Também se demonstrou que os exercícios de fortalecimento produzem um melhoramento na tolerância á glicose e na função da insulina, por conseguinte, revertindo as mudanças associadas ao envelhecimento. Se crê que os exercícios de fortalecimento não têm efeito directo sobre a gordura no corpo humano, mas o incremento de massa muscular e de peso corporal ocasionam uma relativa redução indirecta da porcentagem de gordura no corpo. O efeito dos exercícios de fortalecimento nos lípidos sanguíneos e o colesterol apresentam controvérsia e não se compreende de todo. Os exercícios de fortalecimento não têm um efeito aparente sobre a pressão sanguínea e, por conseguinte, não ajudam a reduzir a pressão nos casos de hipertensão. No entanto, a importância desta asseveração reside no facto de que muitas pessoas crêm que os exercícios de fortalecimento podem causar hipertensão. Não aparenta ser assim. 

Raciocínio sobre o exercício de fortalecimento em doenças pulmonares 

Não se espera que o exercício de fortalecimento tenha uma influência directa ou positiva no caso de doenças pulmonares, mas, segundo o descrito, os benefícios do exercício de fortalecimento poderiam ser, incluír o limítar ou deter o declive esquelético-muscular até que se possa melhorar a função pulmonar por outros meios (fármacos, redução pulmonar ou transplante). No caso de doença pulmonar, os períodos de descanso e recuperação entre cada exercício podem-se incrementar sem compremeter os seus efeitos. Realizar 12 repetições dum exercício requer apróximadamente 72 segundos. No momento em que um doente pulmonar comece a notar incômodos (falta de ar e/ou desaturação) o exercício pode parar. O tempo de recuperação antes de continuar, tem de ser tão longo como seja necessário. 

Outras considerações 

Programa equilibrado de aeróbicos (resistência) e exercícios de fortalecimento. O prepósito deste escrito é enfatizar os benefícios do exercício de fortalecimento para a integridade esquelético-muscular e a função física. No entanto, isto não se deve interpretar como uma recomendação para suprimir ou substituir os exercícios de resistência. A maioria das investigações e guias de prescrição de exercícios do Colégio de Medicina Desportiva Americano e da Associação Americana do Coração asseveram que o ideal e preferível é um programa que incluía tanto exercícios de fortalecimento, como de resistência (aeróbicos). A razão é em parte devida ao efeito directo que o treinamento com exercícios de resistência tem sobre o corpo.. o perfil dos lípidos e o colesterol, e a pressão sanguínea.. que não pode conseguir-se com o exercício de fortalecimento. Por isto é muito importante incluír tipos de exercício de resistência regulares como caminhar, nadar, patinar (sobre rodas ou gelo), andar de bicicleta, etc. 

Segurança. Com a aparição das máquinas de exercícios, a segurança melhorou significativamente. Muitas máquinas dispoêm de assentos ajustáveis com sistemas de agarre que impedem caídas. Desde que as pesas se encontram num contêiner e estão separadas do usuário, a possibilidade de que caiam sobre o usuário foi eliminada. O exercício de fortalecimento pode considerar-se seguro desde o ponto de vista psicológico. O ritmo cardíaco e a pressão sanguínea demonstraram serem similares ou menores aos observados durante exercícios realizados numa trotadora. Ademais, existem muito poucas, ou talvez nenhuma informação de impacto negativo no coração durante o levantamento de pesas. Muitos estudos sobre exercícios de fortalecimento foram levados a cabo em pacientes cardíacos. É facto de que muitos programas de reabilitação para pacientes cardíacos incluíem exercícios de fortalecimento. 

Em conclusão, os efeitos da inactividade física associados á doença são devastadores para o corpo e específicamente para o sistema esquelético-muscular (ossos e músculos). As últimas consequências supoêm a redução da função física e a qualidade de vida. O exercício de fortalecimento pode conservar ou melhorar a integridade esquelético-muscular e leva a melhorar a função física. O exercício de fortalecimento é seguro e é apropriado para os pacientes pulmonares devido  á pouca exigência que tem sobre os pulmões e a possibilidade de incrementar os períodos de descanso entre cada grupo de exercícios.

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Última revisión en 05/06/2012


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Traduzido por: Amadeu José Ferreira Monteiro

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