MEDICINA NATURAL


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TEMAS DE INTERESSE   

CARDO  LEITEIRO 

 MEDICINA NATURAL PARA AS DOENÇAS HEPÁTICAS CRÔNICAS 

Autora: Dra. Silvia Jimenez, M.D. 

O fígado é o órgão de maior tamanho e complexidade metabólica do organismo. Possui uma enorme capacidade de regeneração, em resposta a diferentes agressões como tóxinas, álcool, medicamentos e muchos outros. 

Independentemente de qual tenha sido a origem da doença que apresenta o fígado, a meta para o tratamento é tratar  de diminuir o dano á célula hepática e potencializar os processos de reparação do órgão. 

Em 1968, científicos alemães isolaram o Silymarin marianum, extrato da erva Cardo leiteiro/Cardo mariano ( Milk thistle/Mary thistle/wild artichoke) e é agora uma das ervas indicadas com maior frequência pelos médicos europeus para o tratamento da doença hepática. 

Diferentes estudos demonstraram a atividade terapêutica de Silymarin, basada  nos seguintes mecanismos de acção. 

  • O Silymarin é uma mistura de flabolignans, potentes antioxidantes.
  • Muda a estrutura da membrana externa ou parede celular da célula hepática (hepatócito), prevenindo que as toxinas ou outros poluentes entrem na célula.
  • Estimula a síntese de proteínas na célula hepática e a regeneração de células hepáticas danificadas. O Silymarin não estimula o crescimento de tecido hepático maligno.
  • Inibe a enzima lipoxygenase, que cataliza a reação para a formação de gorduras oxidadas poliinsaturadas que danificam o fígado.
  • Como antioxidante é 10 vezes mais potente que a vitamina E, e aumenta os niveis de glutathion na célula hepática. O glutathion é um antioxidante natural itracelular, muito importante para evitar mutuações do DNA e RNA.
  • Aumenta a enzima superóxido dismutase. Esta enzima em conjunto com a enzima glutathion peroxidasa são fundamentais na detoxificação e regeneração da célula hepática. 

A comissão alemã (organismo que regula a prescrição de tratamentos com plantas medicinais) recomenda o Cardo leiteiro para o tratamento do dano hepático por toxicidade, como suporte nas doenças inflamatórias crônicas do fígado e cirrose. A erva contém cromo, importante para a regulação dos niveis de açúcar no sangue e outros minerais importantes para outras funções do organismo como ferro, magnésio, manganês, fósforo, selênio, zinco e estanho. 

Estudos feitos em animais com dano hepático por tetracloruro de carbono, tiocetamida e vírus, os investigadores demonstraram a efetividade do Cardo Leiteiro na diminuição dos efeitos tóxicos, na melhoria da função hepática e a supervivência. 

Um dos estudos mais importantes foi levado a cabo em Europa com pacientes que acidentalmente tiinham ingerido o fungo Amanita Muscaria (chamado também “O Boleto do Diabo”). A morte sobrevém em 30 a 40 por cento destes pacientes e é por toxidade hepática. Embora, de 49 pacientes tratados com Cardo Leiteiro nas primeiras 24 a 36 horas depois da investigação do fungo, nenhum morreu. 

Num estudo a grande escala realizado em Alemanha em 1992 com 2,637 pacientes tratados com Cardo Leiteiro em condições como cirrose hepática, hepatite e fígado gordurento, depois de 8 semanas tomando o extrato estandarizado da erva, 63 por cento dos pacientes haviam diminuido os seus síntomas de forma significativa; em 27 por cento dos pacientes os seus fígados voltaram ao tamanho normal; e em 56 por cento dos pacientes o fígado diminuiu de tamanho de uma forma considerável. Em 46 por cento dos pacientes, a medição no sangue das enzimas hepáticas que nestes casos estão muito elevadas, diminuiu. 

A erva Cardo Leiteiro pode-se tomar por longos períodos de tempo sem perigo de toxidade. 

Se você tem doença hepática siga as seguintes recomendações: 

  • Siga uma dieta á base de vegetais e frutas; e, sobretudo, baixa em proteínas e gorduras.
  • Evite o álcool e o tabaco. Não consuma suplementos de amino ácidos ou proteínas.
  • Tenha muito cuidado com qualquer tratamento, quer seja médico ou natural que esteja tomando, porque a maioria dos medicamentos têm seu metabolismo no fígado e não é conveniente dar-lhe uma maior carga (se não é estritamente necessário ou recomendado pelo médico).
  • Evite estar exposto a tóxicos de origem industrial (vapores de autos, gasolina, solventes, etc).
  • Tome pelo menos 6 a 8 copos de água ao dia.
  • Os banhos sauna ou de vapor são recomendáveis (a não ser que o seu médico o contra-indique). A sudoração ajuda na limpeza de toxinas do corpo.
  • Tome chá da erva Dente de Leão (dandelion), diurético natural que ajuda ao fígado. 

REFERÊNCIAS 

  • “Alternatives Therapies – Milk thistle: Silybum marianum”, Pepping, J., AM J HEALTH-SYST PHARM, Vol. 56, Jun. 15, 1999, Págs, 1195-1197. 
  • “Milk Thistle (Silybum marianum) for the Therapy of Liver Disease”, Kenneth, F., et.al, AMERICAN JOURNAL OF GASTROENTEROLGY, Vol. 95, No. 2, 1998, Págs. 139-143. 
  • “Silymarin SupprEsses TNF-Induced Activation of NF-kB, c-Jun N-Terminal Kinase, and Apoptosis”, Manna, Sunil K., et.al, JOURNAL OF INMUNOLOGY, adeitado para publicação em Set. 1999, Págs. 6800-6809. 
  • “A Review of Plants Used in the Treatment of Liver Disease: Part I”, Luper, S., ALTERNATIVE MEDICINE REVIEW, Vol. 3, Núm. 6, 1998, Págs. 410-421. 
  • “Gastroprotection Induced by Silymarin, the Hepatoprotective Principle of Silybum marianum, in Ischemia-Reperfusion Mucosal Injury: Role of Neutrophils”, Alarcón de la Lastra C., et.al., PLANTA MED, 61(1995), Págs. 116-119. 
  • “An adverse reaction to the herbal medication milk thistle (Silybum marianum, Adverse Drug Reactions Advisory Committee, MJA, Vol. 170, 1 de março, 1999, Págs. 218-219. 

    Última revisión en 05/06/2012


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    Traduzido por: Amadeu José Ferreira Monteiro

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